Centro de Previsão
de Tempo e Estudos Climáticos
Previsão de chuvas irregulares no norte da Região Nordeste para o trimestre FMA/2014

Cachoeira Paulista, 21 de janeiro de 2014


A previsão por consenso[1] para o trimestre fevereiro-março-abril de 2014 (FMA/2014) gerou a seguinte distribuição de probabilidades para a ocorrência de totais pluviométricos para o norte da Região Nordeste, que inclui o centro-leste do Piauí, Ceará, oeste do Rio Grande do Norte, semiárido da Paraíba e Pernambuco e o norte da Bahia: 25%, 40% e 35% das chuvas situarem-se nas categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica para este período, respectivamente. Para uma faixa situada no norte da Região Norte, desde o Amapá, nordeste do Pará ao noroeste do Maranhão, a maior probabilidade também é de ocorrência de totais pluviométricos na categoria dentro da faixa normal, com distribuição de probabilidades de 35%, 40% e 25% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal, respectivamente. Para este trimestre, o posicionamento de sistemas típicos dos meses de verão, associados com a circulação de verão na alta troposfera, pode contribuir para aumentar a irregularidade na distribuição espacial e temporal das anomalias de precipitação sobre o norte da Região Nordeste. Para o oeste da Região Sul, os modelos de previsão climática indicam maior probabilidade de ocorrência de totais pluviométricos no período em torno da faixa normal, com a distribuição de probabilidades igual a 25%, 40% e 35% das chuvas situarem-se nas categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal, respectivamente. Para as demais áreas do Brasil, a previsão indicou igual probabilidade para as três categorias.

No decorrer do referido trimestre, a previsão por consenso indicou temperaturas acima da faixa normal na Região Sul e em torno da normal climatológica nas demais Regiões do Brasil.

A análise dos campos atmosféricos e oceânicos globais, referentes ao mês de dezembro de 2013, mostraram sinais precursores tanto de anos de seca quanto de anos com pluviometria acima da média no Nordeste. Foi o caso da persistência de ventos anomalamente de sul ao longo do faixa equatorial do Atlântico, característica marcante de anos com pluviometria abaixo da média, e das anomalias negativas de altura geopotencial sobre a Groenlândia, que costumam preceder anos com pluviosidade acima da média sobre o norte do Nordeste. Assim sendo, será de extrema importância o acompanhamento semanal desses indicadores para o refinamento da previsão para a Região Nordeste.

Padrões de variabilidade intrassazonal, em curso ao longo da faixa equatorial, também podem modular a distribuição de anomalias de precipitação, ou seja, aumentar ou inibir a ocorrência de chuva sobre o norte da Região Nordeste e o Sudeste do Brasil nos próximos meses. Análises mais recentes sugerem a propagação de um sinal favorável ao aumento das chuvas entre final de janeiro e início de fevereiro próximo sobre estas áreas.

O mês de dezembro foi marcado pelo excesso de chuva em parte das Regiões Sudeste e Nordeste do Brasil, especialmente no leste de Minas Gerais e no Espírito Santo, onde a atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) causou aumento do volume de chuva e sérios transtornos à população. Por outro lado, as chuvas continuaram escassas no norte da Região Nordeste. No Rio Grande do Norte, em particular, a quase totalidade dos munícipios decretaram situação de emergência por causa da estiagem prolongada.

Informações adicionais sobre as condições oceânicas e atmosféricas globais e a situação da chuva em todo o Brasil serão disponibilizadas no endereço http://infoclima1.cptec.inpe.br .







[1] Elaborada pelo INPE/CPTEC, CCST e CEMADEN, com participação do INMET, FUNCEME e Centros Estaduais de Meteorologia do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.



Atualizado em 28/01/2014 22:57

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