Previsão de chuvas abaixo da média para o norte do Brasil

Cachoeira Paulista, 25 de abril de 2014


 

A previsão por consenso[1] para o trimestre maio-junho-julho de 2014 (MJJ/2014), após a análise das condições diagnósticas oceânicas e atmosféricas e dos modelos dinâmicos e estatísticos de previsão climática sazonal, indicou uma maior probabilidade de ocorrência de totais pluviométricos na categoria abaixo da normal para o norte da Região Norte, com a seguinte distribuição de probabilidades: 25%, 35% e 40% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica, respectivamente. Esta previsão também se estendeu até o norte do Maranhão. Na faixa leste do Nordeste, desde o Rio Grande do Norte até Pernambuco, a previsão por consenso indicou maior probabilidade de ocorrência de chuvas na categoria normal (45%), com a segunda maior probabilidade na categoria abaixo da faixa normal (35%) e probabilidade de 20% para a categoria acima da faixa normal climatológica.  Para a faixa leste do Nordeste, entre Alagoas e o nordeste da Bahia, a maior probabilidade também é de ocorrência de totais pluviométricos na categoria normal (40%), porém com a segunda maior probabilidade na categoria acima da normal (35%) e 25% de probabilidade das chuvas ocorrerem na categoria abaixo da faixa normal. É importante mencionar a possível ocorrência de chuvas intensas em alguns períodos, no decorrer deste trimestre, caso persista a condição de águas anomalamente aquecidas próximo à costa leste da Região Nordeste.  Para uma área que engloba a maior parte da Região Sul e o sul do Mato Grosso do Sul, a previsão por consenso indicou a seguinte distribuição de probabilidades: 40%, 35% e 25% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal, respectivamente. Para as demais áreas do Brasil, a previsão indicou igual probabilidade para as três categorias.

No decorrer do trimestre MJJ/2014, a previsão por consenso indicou temperaturas variando entre valores normais e acima da normal climatológica para o centro-sul do País,   mantendo-se a grande variabilidade temporal das temperaturas no sul do Brasil, ou seja, períodos anomalamente mais quentes ou mais frios no decorrer deste trimestre.

O destaque no decorrer de março e início de abril de 2014 foi o considerável aumento das anomalias de temperatura do mar nas camadas subsuperficiais do Pacífico Equatorial. Segundo a maioria dos modelos de previsão climática sazonal de anomalias da Temperatura da Superfície do Mar (TSM), sobre o Pacífico Equatorial, há grande possibilidade de evolução da fase quente do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS), durante o segundo semestre de 2014.  Esta tendência foi determinante para a previsão de maior probabilidade de diminuição das chuvas em parte das Regiões Norte e Nordeste do Brasil e de excesso de chuva na Região Sul. No Oceano Atlântico Sul, notou-se que o posicionamento do anticiclone subtropical próximo à costa leste sul-americana, associado às condições de bloqueio atmosférico presentes nos últimos meses, contribuiu para a diminuição das chuvas na faixa leste do Nordeste entre março e abril de 2014. 

A ausência de episódios bem configurados da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) continuou contribuindo para a escassez de chuva em grande parte da Região Sudeste em março passado. Contudo, destacaram-se alguns episódios de chuvas intensas no oeste e sul do Brasil, em particular no Amazonas, onde os totais mensais de precipitação excederam a média em mais que 200 mm.

Informações adicionais sobre as condições oceânicas e atmosféricas globais e a situação da chuva em todo o Brasil serão disponibilizadas no endereço http://infoclima1.cptec.inpe.br.






[1] Elaborada pelo INPE/CPTEC, INPE/CCST, INPA e CEMADEN, com a colaboração do INMET, FUNCEME e Centros Estaduais de Meteorologia.



Atualizado em 01/06/2014 11:46

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