Alguns setores das regiões Sudeste, Centro Oeste do País além da Amazônia já estão com mais de 30 dias seguidos sem chuvas e de temperaturas máximas elevadas, o quê facilita o uso antrópico (e indevido) do fogo na vegetação. De acordo com o esperado para este período de seca, no Mato Grosso, Goiás (inclusive o DF), Mato Grosso do Sul (e a Região do Pantanal), Rondônia, Sul do Pará, Tocantins, Bahia, Minas Gerias e São Paulo (aonde colheita da cana de açúcar se iniciou), as queimas e o risco de fogo se intensificaram em relação ao mês anterior e tendem a aumentar muito até nos próximos 3 meses em função da previsão climática que indica normalidade da estação seca nestes setores.
Climatologicamente, o trimestre JJA (Junho-Julho e Agosto) caracteriza-se por ocorrências mais intensas a partir de agosto, especialmente na região central do Brasil. Nos dois primeiros meses deste trimestre, com o estabelecimento do período de estiagem nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, são esperadas queimas mais intensas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul (Pantanal) e Goiás, assim como em São Paulo e Minas Gerais. Em agosto, com a intensificação da estiagem, as queimas ficarão ainda mais intensas no Mato Grosso, atingindo inclusive o sul da Amazônia, em particular Rondônia, Tocantins e os setores sul e sudeste do Pará, e no Sudeste (São Paulo e Minas Gerais). No restante da América do Sul, as queimas poderão ocorrer em menor quantidade no Paraguai, Bolívia e no norte da Argentina, especialmente no final deste trimestre.
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Total de Queimas (~1000), detectados em Maio/2011 pelo Satélite Noaa-15. Em SP com o inicio da colheita de cana de açúcar e o uso do fogo para limpeza, aumentarão os focos de incêndio durante os próximos meses.