1. Acompanhamento dos principais sistemas meteorológicos (frentes, cavados, baixas, ZCAS, etc) que atuaram sobre a América do Sul, ao norte do paralelo de 40S, em março de 2008.
Nota-se que a ZCAS, que teve origem no final do mês de fevereiro, atuou um pouco mais ao norte de sua posição climatológica. Durante o dia 08 a ZCAS desconfigurou-se, mas ainda deixou bastante nebulosidade no interior do país. Este sistema provocou chuvas fortes e acumulados significativos provocando transtornos, prejuízos e até morte em algumas localidades das Regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do país.
Um vórtice ciclônico de médios e altos níveis, que deu origem a uma baixa subtropical (pouco comum), atuou desde o final do mês de fevereiro até o dia 08. Esse sistema provocou chuvas e vento significativos em algumas áreas da Província de Buenos Aires (Argentina), do Uruguai e do Sul do Brasil e se desconfigurou no decorrer do dia 07.
A presença da ZCIT foi marcante e importante para a ocorrência de chuvas fortes e acumulados significativos de chuva no norte da Região Norte e na faixa norte da Região Nordeste causando transtornos e prejuízos em vários municípios.
No dia 09, a propagação de um cavado em médios e altos níveis promoveu a organização de uma onda frontal sobre o oceano, a leste da Bahia Blanca. O ramo frio desse sistema avançou sobre a Bahia Blanca durante o dia 09, passou sobre Mar del Plata à 00z do dia 10 e sobre Buenos Aires às 12z desse mesmo dia, produzindo uma pequena queda nas temperaturas no leste da Argentina.
Às 12Z do dia 10, a frente fria chegou ao sul do Brasil. Neste horário, verificou-se um ramo frio em Santa Vitória do Palmar e Santana do Livramento, no RS, estendendo-se pelo nordeste da Argentina. Embora este sistema tenha conseguido se deslocar para norte, não causou chuvas significativas em seu deslocamento. A convergência de umidade ficou direcionada entre o Centro-Oeste e o Paraguai. Na análise da 00Z do dia 11, a frente fria avançou até Mostardas (litoral do RS), Santa Maria e Uruguaiana. Na análise das 12Z (11) deste dia, a frente fria tinha passado em Porto Alegre e encontrava-se sobre o norte do RS, sobre Passo Fundo, estendendo-se pelo norte da Argentina.
Na análise do dia 12, às 00Z, a frente fria deslocou-se para SC e estava sobre Florianópolis. Seu deslocamento mais lento no interior do continente manteve-a no noroeste do RS e norte da Argentina. Às 12Z, a frente fria deslocou-se até o Paraná, verificada sobre Curitiba, Irati e Foz do Iguaçu. Depois, na carta das 12Z do dia 13, o sistema frontal atingiu Iguape-SP com características de onda frontal subtropical. Nesse dia (13), houve um acumulado de chuva de 123,2 mm nesse município. No dia 14 à 00z a onda subtropical passou por Santos e contribuiu para a formação de um novo episódio de ZCAS. Esse sistema se deslocou rápido e nas 12Z do dia 14 passou por Campos de Goytacazes-RJ. No dia 15 e no dia 16 a onda subtropical oscilou no oceano entre o ES e o norte do RJ, mas a presença de um cavado de leste, que associou-se a presença da ZCAS, deixou o tempo fechado entre grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste. Este evento de ZCAS provocou chuvas significativas em algumas localidades de SP, MG, RJ, parte do Centro-Oeste, sul da Região Sudeste e centro-sul do Norte do Brasil.
A terceira frente fria apareceu às 12Z do dia 16 nas proximidades de Bahia Blanca e estendeu-se para noroeste em direção à Província de La Pampa e sul da Província de San Luís. Este sistema deslocou-se rapidamente para o oceano.
No dia 17, o deslocamento de um cavado deu origem a um novo sistema frontal que se formou sobre o oceano a leste da Província de Santa Cruz e estendeu um ramo frio sobre o sul da Bahia Blanca, porém, verificou-se pouco gradiente de temperatura sobre o continente. Dia 18, verificou-se uma frente fria deslocando-se pela Província de Buenos Aires. No dia 19, o deslocamento de uma frente fria, causou convecção pré-frontal no oeste e centro-sul da Província de Buenos Aires. No dia 20 esta frente fria se propagou sobre o Uruguai e o sul do RS onde provocou atividade conectiva. No dia 21 este sistema se deslocou para leste e se afastou do continente, mantendo um ramo estacionário sobre o sudeste do RS.
Durante o dia 21 uma onda frontal se formou sobre o oceano ao leste da Bahia Blanca. O ramo frio deste sistema avançou sobre a Província de Buenos Aires e o interior da Argentina, provocando intensa atividade convectiva. No dia 22 às 00z o ramo frio atuava sobre a Bacia do Prata. Houve registro de fortes rajadas de vento e queda de granizo na cidade de Buenos Aires.
Esta frente fria continuou avançando e na análise das 12z estava posicionada sobre o extremo sul do RS e sobre as províncias de Entre Rios, Santa Fé, Córdoba, La Rioja e San Juan. O avanço desse sistema, combinado com o ciclo diurno de aquecimento, ativou a convecção sobre estas áreas. Houve registro de acumulados de chuva de 35 mm em Santa Vitória do Palmar-RS e de 41 mm em Bom Jesus-RS. Durante o dia 23 esta frente continuou avançando sobre o RS e o extremo sul de SC, no entanto sua parte mais ativa estava posicionada sobre o oceano. Dia 24, a frente começa a perder suas características de frente fria e se desloca como subtropical pelo leste de SC, chegando até Florianópolis às 00Z e avançando pelo litoral do PR no decorrer do dia. Pelo interior este sistema verificou-se estacionário, não influenciando de maneira significativa as condições de tempo, apresentando fraco gradiente de temperatura. Seu suporte dinâmico é o JST.
No dia 26 uma onda frontal passou por Bahia Blanca e Córdoba às 00Z e chegou no sul do Brasil, em Rio Grande às 12Z do dia 27, como uma frente fria de fraca intensidade e mais oceânica. Nesse mesmo dia um cavado deu apoio dinâmico juntamente com a forte divergência provocada pelo Jato Subtropical, vindo a reforçá-la no oceano e por isso deixar o tempo bastante instável no RS e Uruguai. No dia 28 essa frente fria estava organizada no Atlântico e a leste de SC, ou seja com características subtropical e marítima. Nos dias 29 e 30 um cavado em 500 hPa se amplificou no oceano a leste da Região Sul, vindo seu eixo se estender no dia 30 entre o nordeste de SP e o oceano adjacente. Com isso, esse sistema favoreceu a entrada da circulação anticiclônica da retaguarda da frente fria, o que provocou o declínio das temperaturas no dia 30, especialmente na temperatura máxima da capital São Paulo. Nos dias 30 e 31 o padrão dominante da circulação entre o litoral do Sudeste e do Sul foi anticiclônica, devido a presença de uma alta pressão pós-frontal com características marítimas.
Veja um resumo das ocorrências meteorológicas significativas do mês de março.
Figura 1 ? Animação das análises (12Z) de superfície.
Figura 2 ? Animação das análises (12Z) do escoamento em 250 hPa.
Acompanhamento dos ciclones
As Figuras 3 e 4 mostram, de forma espacial, o deslocamento dos sistemas extratropicais durante a primeira e a segunda quinzena do mês de março de 2008, respectivamente.
Durante a primeira quinzena (Figura 3) os ciclones estiveram distribuidos de maneira mais espalhada e apresentando maior durabilidade e curtos deslocamentos. Nota-se o ciclone subtropical que formou-se no final de fevereiro e persistiu até o dia 8, aproximadamente. Este sistema gerou-se no RS e teve um deslocamento para sul, chegando até o leste da Província de Buenos Aires. Já na segunda-quinzena (Figura 4) a distribuição espacial dos ciclones teve uma mudança significativa, mostrando trajetórias mais longas e persistentes. Esses ciclones também ficaram concentrados ao sul do paralelo 40S, no entanto na primeira quinzena estiveram localizados mais ao norte.
Figura 3 ? Acompanhamentos dos ciclones extratropicais para a primeira quinzena do mês de março de 2008. Em cada ponto está plotado o valor mínimo de pressão do ciclone.
Figura 4 ? Acompanhamentos dos ciclones extratropicais para a segunda quinzena do mês de março de 2008. Em cada ponto está plotado o valor mínimo de pressão do ciclone.
2. Análise das anomalias de precipitação e temperaturas
A Figura 5 mostra a distribuição espacial das anomalias de precipitação ao longo do mês de março e durante os dois períodos escolhidos pelo Grupo da Previsão de Tempo (GPT). Nota-se que, ao longo do mês as chuvas anomalias mais significativas estiveram concentradas sobre o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Tocantins, grande parte do Nordeste, leste e centro-norte do Pará, leste do AM, sul de GO e áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Sobre a Região Sul do Brasil, as chuvas continuaram abaixo da média climatológica com exceção de algumas localidades do leste de Santa Catarina e do Paraná.
Durante os primeiros 10 dias as chuvas mais significativas estiveram localizadas sobre o centro-norte de Minas Gerais, Goiás, sul e sudoeste da Bahia, em Tocantins, Mato Grosso no oeste do Pará. Observou-se anomalias pouco significativas sobre parte da Região Sul, em Mato Grosso do Sul e em parte do Amazonas.
Já no segundo período considerado, entre os dias 11 e 31, as chuvas mais significativas ficaram sobre boa parte do Nordeste (exceto o centro-sul da Bahia), Tocantins, centro-norte do Pará, sul e centro-oeste do Amazonas, Rio de Janeiro, centro-sul de Minas Gerais, e sul de Goiás.
Figura 5 ? Anomalia de precipitação de março de 2008.
A Figura 6 mostra a distribuição espacial das anomalias de temperaturas máximas ao longo do mês de março e durante os dois períodos selecionados pelo Grupo da Previsão de Tempo (GPT).
Pode-se observar que não houve anomalias muito significativas sobre o Brasil durante o mês de março. No entanto, a análise deste campo discriminado para os dois períodos mostra algumas diferenças. Durante os primeiros dez dias nota-se anomalias positivas superiores a três graus em toda a faixa leste do país, principalmente sobre os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Pernambuco. Já no período compreendido entre os dias 11 e 31 o campo de anomalia muda significativamente, apresentando um comportamento mais irregular. Neste último período as chuvas anômalas do Nordeste impactaram neste campo de temperatura máxima já que pode-se notar um núcleo negativo sobre a Bahia, Piauí, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
As chuvas também acabaram influenciando nas temperaturas máximas de Mato Grosso do Sul, Paraná e oeste de SP.
Figura 6 ? Anomalia de temperatura máxima de março de 2008.
As temperaturas mínimas mensais apresentaram anomalias positivas significativas sobre o centro-norte de Mato Groso e o sul do Pará. Esse comportamento se manteve em ambos os dois períodos selecionados. No primeiro período também pode-se observar anomalias positivas praticamente em grande parte do Brasil, principalmente sobre o Rio Grande do Sul, boa parte do Sudeste e norte de Goiás, de Mato Grosso e do Pará.
Figura 7 ? Anomalia de temperatura mínima de março de 2008.
3. Análise da circulação atmosférica
A análise da circulação em 250 hPa (Figura 8) mostra a Alta da Bolívia (AB) localizada sobre esse país, porém sua circulação associada afeta boa parte de do centro-norte do continente. Nota-se também anomalias negativas do vento zonal ao norte deste sistema, indicando que divergência associada neste setor foi mais significativa. Observa-se também um cavado no oceano Atlântico na altura do Sudeste e parte do Nordeste, cujo eixo se estende em direção ao interior do sertão. Este sistema teve influência direta na intensificação das chuvas sobre o interior do Nordeste. Este comportamento fica mais claro durante o segundo período analisado, onde pode-se observar o cavado sobre o interior do Nordeste. Neste mesmo período, a AB fica centrada na Bolívia e sua borda norte e nordeste contribuiu a intensificar a convergência em superfície sobre o Estado do Pará. Uma outra alta, de menor tamanho nota-se atuando a leste do Nordeste, podendo ter influenciado nas chuvas dessa Região. Em latitudes mais altas, principalmente ao sul do paralelo 35S, nota-se anomalias negativas do vento zonal, indicando que a região baroclínica esteve praticamente ausente. As anomalias positivas mais significativas estiveram restritas ao sul do paralelo 45S. Desta maneira os sistemas frontais e demais sistemas transientes não conseguiram atingir latitudes mais baixas. Este comportamento foi observado durante os dois períodos, sendo mais significativo durante o primeiro. Observa-se outro máximo de anomalias em torno do paralelo 25S associado à presença do Jato Subtropical que esteve mais intenso durante todo o mês, principalmente ao longo dos primeiros dez dias. Isto favoreceu a intensificar as chuvas sobre os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, como foi ressaltado na Figura 5. Durante este período a AB ficou centrada sobre o interior do Centro-Oeste, por isso as temperaturas máximas estiveram mais altas sobre o Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
Figura 8 ? Linha de Corrente e anomalia da componente zonal do vento em 250hPa de março de 2008 .
A análise da circulação em 500 hPa (Figura 9) mostra uma intensa crista ao sul do paralelo 30S, afetando principalmente o território da Argentina. Percebe-se uma intensa anomalia positiva sobre o sul do continente que atuou ao longo do mês. O segundo período teve um comportamento similar ao mês, já nos primeiros dez dias as anomalias positivas estiveram concentradas mais ao sul e abrangendo o oceano Atlântico Sul. Este comportamento inibiu a freqüência da passagens de sistemas transientes para latitudes mais baixas, como já foi comentado anteriormente.
Durante o primeiro período nota-se a presença de um cavado bastante significativo sobre o Uruguai, nordeste da Argentina e parte da Região Sul do Brasil. Este sistema esteve associado à presença de um ciclone subtropical que atuou nessa região durante os primeiros oito dias do mês. Um outro cavado observa-se no Atlântico na altura do Rio de Janeiro, associado ao primeiro evento de ZCAS do mês.
Figura 9 ? Altura Geopotencial e anomalia de geopotencial em 500 hPa de março de 2008.
A Figura 10 mostra o campo de anomalia de pressão em superfície para o mês e para os dois períodos selecionados.
Ao longo do mês, as anomalias positivas mais significativas ficaram concentradas no sul do continente e em parte do oceano Atlântico Sul. Essas anomalias refletem o comportamento anômalo descrito no campo de 500 hPa. No oceano Atlântico e Pacífico Sul também se observam anomalias negativas significativas, porém bem retiradas do continente e sem influenciar o continente.
Este comportamento pode ser visto em ambos os períodos analisados. No primeiro período nota-se a presença uma baixa anômala centrada sobre o Uruguai e parte do RS. Este sistema atuou durante os primeiros sete dias do mês e teve características subtropicais, como também foi comentado na análise de 500 hPa.
Nesse período observa-se uma outra área como anomalias negativas aproximadamente em 30S, 30W e que esteve associado ao primeiro evento de ZCAS do mês. Ao sul deste sistema, e abrangendo boa parte do oceano Atlântico Sul, nota-se uma intensa área com anomalias positivas que reflete o padrão descrito em 500 hPa. Por este motivo, durante este período observaram-se poucos ciclones extratropicais atuando no oceano Atlântico. No segundo período o campo de anomalia sofre mudanças em relação ao primeiro período. Sobre Argentina e parte da Região Sul observam-se anomalias positivas associadas ao avanço de um intenso anticiclone pós-frontal.
Figura 10 ? Pressão ao Nível médio do Mar e anomalia de pressão de março de 2008.
A análise da circulação em 850 hPa é apresentada nas Figuras11 e 12.
Podem-se observar anomalias negativas da componente meridional do vento (Figura 11) sobre boa parte do Norte e Nordeste do Brasil, indicando que os ventos foram anômalos do quadrante norte nestas Regiões. Isto esteve associado à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) que ficou posicionada um pouco mais ao sul em relação à climatologia. Os ventos anômalos de quadrante norte também penetraram até Mato Grosso e favoreceram a intensificar as chuvas neste Estado. Este comportamento anômalo se observou em ambos os dois períodos analisados. No segundo período esses ventos anômalos ficaram mais direcionados para o interior do Nordeste influenciando diretamente na intensificação das chuvas sobre esta região. Na Figura 12 apresenta-se as anomalias da componente zonal do vento em 850 hPa para os períodos selecionados. Nota-se a presença de anomalias negativas sobre boa parte do Nordeste do Brasil. Isto significa que a ZCIT e a convergência de umidade associada a ela têm penetrado de maneira anômala sobre esta Região aumentando significativamente o conteúdo de umidade. Durante os primeiros dez dias esse fluxo anômalo do leste esteve restrito ao norte de Tocantins, leste do Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, nordeste da Bahia, e no centro-oeste do Estado da Paraíba e do Pernambuco.
Já no segundo período, nota-se que o fluxo anômalo de leste esteve deslocado mais para o sul, atingindo também parte do centro-norte da Bahia e os demais Estados Nordestinos, incluindo a faixa litorânea. Foi neste período onde as chuvas foram mais significativas sobre esta Região. Percebe-se também um outro canal de umidade associado a um fluxo anômalo de leste, localizado mais ao norte e sem atingir o continente. Ambos fluxos anômalos de leste indicaram a presença de dois ramos da ZCIT, um deles direcionado para o nordeste do Pará e Amapá e o outro penetrando no interior do Nordeste.
Figura 11 ? Linha de corrente e anomalia de vento meridional em 850hPa de março de 2008.
Figura 12 ? Linha de corrente e anomalia de vento zonal em 850hPa de março de 2008.
4. Monitoramento da Oscilação de Madden-Julian (OMJ)
Durante os primeiros quinze dias do mês de março, a OMJ esteve favorável e ativa, favorecendo a intensificação das chuvas sobre o Norte do Brasil e em parte do Centro-Oeste do Brasil. A partir do início da segunda quinzena a OMJ começou a ficar desfavorável e persistiu desta maneira até aproximadamente o dia 28. Apesar disto as chuvas começaram a se intensificar sobre no norte do Nordeste, principalmente devido a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Já a partir do dia 29, a OMJ voltou a ficar ativa e ajudou a manter as chuvas anômalas sobre parte da Região Nordeste.